Modelo Automático (a plataforma escolhe o modelo da conversa)
Em vez de fixar um modelo, a pessoa deixa o Automático escolher entre pequeno, médio e grande pela mensagem que abre a conversa. É o padrão de quem não escolheu outro.
Modelo Automático (a plataforma escolhe o modelo da conversa)
Para que serve
Cada modelo tem um preço e uma capacidade. Os pequenos respondem rápido e custam pouco; os grandes resolvem tarefas difíceis e custam bem mais. Quem não quer pensar nisso escolhe Automático: a plataforma olha a primeira mensagem da conversa, decide se o trabalho pede um modelo pequeno, médio ou grande, e usa o modelo daquele porte.
O Automático é também o padrão quando a organização não escolheu outro modelo.
Como a pessoa usa
- No seletor de modelo — o chip no rodapé da conversa, ou o seletor na configuração do agente — escolher Automático. Ele aparece em primeiro lugar, nos motores que o têm.
- Mandar a mensagem. A plataforma escolhe o modelo na primeira mensagem da conversa.
- Para fixar um modelo, basta escolher um modelo concreto no mesmo seletor. A escolha manual vale, e o Automático não a sobrescreve.
O Automático aparece sem os medidores de custo e de inteligência, porque não é um modelo único, e o controle de esforço fica em "Auto".
Qual modelo cada porte usa
| Motor | Pequeno | Médio | Grande |
|---|---|---|---|
| Claude Code | Haiku | Sonnet | Opus |
| Codex | Luna | Terra | Astra |
| Cursor | não tem o Automático da plataforma: usa o "Auto" próprio do Cursor |
Os três portes de um motor ficam sempre no mesmo motor, então a conversa continua a mesma sessão — é a regra do motor fixo, descrita em Modelo da conversa. Os motores em si estão em Executores.
Quando ele decide
Trocar de modelo no meio de uma conversa quente obriga a reescrever a conversa inteira para o modelo novo, e isso custa caro. Por isso o Automático não decide a cada mensagem:
- na primeira mensagem da conversa, ele decide;
- se a conversa ficou parada por mais de uma hora, ele decide de novo — nesse ponto a troca não custa nada a mais;
- no resto do tempo, repete o porte anterior, sem consultar ninguém;
- o comando
/compactnunca decide: ele resume a conversa no modelo em que ela já está.
Como ele escolhe
- Saudação ou mensagem curta. Mensagem de pessoa com até 20 caracteres, sem números e sem anexo, vai direto para o pequeno — nem chega a consultar o classificador.
- Três perguntas de sim ou não a um classificador: o pedido é simples? exige o modelo mais capaz? pede código? Da combinação das respostas sai o porte — e pedido de código num agente que tem repositório pesa para o grande, porque ali o erro custa mais do que o modelo.
- Se o classificador falhar, ou demorar mais de um segundo e meio, o turno não espera: segue no médio.
O classificador vê o texto da mensagem, a quantidade de anexos, se quem escreveu é pessoa ou automação, e o nome, a descrição e as instruções do agente. Antes de qualquer coisa sair para fora, tudo passa pela mesma máscara de segredos e dados pessoais que o resto da plataforma usa, e é cortado em tamanho.
O que muda para quem administra
- Organizações que tinham o Sonnet como padrão foram migradas para o Automático em 26/10/2026. Quem tinha escolhido outro modelo, o Opus por exemplo, ficou como estava. Organização sem padrão definido cai no Automático.
- Nos limites de modelo por perfil, o Automático conta na família do motor: o do Codex como Codex, o do Claude Code como Claude.
- No Codex, o porte grande exige plano pago. Sem ele, o grande desce para o médio em vez de falhar.
Limitações que a pessoa percebe
- Os parâmetros do modelo não se aplicam ao turno roteado. Esforço, contexto e afins são descartados no Automático, e o modelo escolhido usa os padrões dele.
- Uma conversa que começa com mensagem curta pode ficar no pequeno enquanto estiver sendo usada, mesmo que depois fique difícil. A reavaliação não vem com o tempo de uso: ela só acontece depois de mais de uma hora parada. Numa conversa que não para, o porte da primeira mensagem vale até o fim — e quem perceber que o trabalho virou outro resolve fixando um modelo na mão.
- A economia é modesta, e isso é esperado. A medição que precedeu a decisão mostrou que o gasto se concentra em poucas tarefas pesadas, então rotear bem as leves move pouco o total. O Automático serve mais para não exigir a escolha de quem não quer fazê-la do que para cortar a conta.
O que dá para fazer, e onde
| O que dá para fazer | Onde |
|---|---|
| Deixar a plataforma escolher o modelo de uma conversa | No chip de modelo, no rodapé da conversa |
| Deixar um agente sempre no Automático | No seletor de modelo da configuração do agente |
| Fixar um modelo e sair do Automático | No mesmo seletor, escolhendo um modelo concreto |
| Definir o Automático como padrão da organização | Em Roteamento, no "Modelo padrão dos agentes" |
Memórias e insights do agente
Dois mecanismos diferentes, que costumam ser confundidos: memória é o que o agente guarda sozinho para lembrar depois; insight é uma leitura que a plataforma produz sobre o agente.
Repositórios de um agente
Um agente pode trabalhar com vários repositórios ao mesmo tempo — até dez, cada um na própria pasta, prontos quando o computador dele liga.