Memórias e insights do agente
Dois mecanismos diferentes, que costumam ser confundidos: memória é o que o agente guarda sozinho para lembrar depois; insight é uma leitura que a plataforma produz sobre o agente.
Memórias e insights do agente
Dois mecanismos diferentes, que costumam ser confundidos: memória é o que o agente guarda sozinho para lembrar depois; insight é uma leitura que a plataforma produz sobre o agente.
Memória: comportamento nativo, persistência nossa
Camada funcional
O agente anota fatos que valem para as próximas conversas — quem é o usuário, como ele prefere trabalhar, restrições do projeto, ponteiros para recursos — e recarrega essas anotações no início de cada sessão. Ligado por padrão, desligável na configuração.
Anotar sozinho depende do motor de execução, e só um dos três faz isso. Nos outros dois o recurso fica desligado, porque não existe equivalente do lado deles — então um agente cujo modelo pertença a um desses motores não vai acumular memória, mesmo com a opção ligada. Se a memória não estiver crescendo e a opção estiver ligada, o modelo escolhido é o primeiro lugar a olhar; o que são os motores está em Os motores por trás dos modelos.
Como funciona por baixo
Um ponto vale deixar claro: nada aqui instrui o modelo diretamente. Escrever memória é comportamento nativo do próprio executor, que grava um arquivo por fato anotado, mais um índice geral. O que a plataforma faz é decidir onde esse arquivo é escrito e garantir que ele sobreviva.
- Memória é do agente, não da conversa. Ela fica guardada num escopo que pertence ao agente — se ficasse presa a uma conversa específica, morreria junto com ela.
- Cada anotação também é guardada no servidor, com um controle de sincronização por arquivo, para sobreviver a qualquer reinício do ambiente de execução.
- Existe um índice geral, sem entrar na mesma contagem das anotações individuais, que o executor injeta automaticamente a cada sessão nova.
- Limites: até 1 MiB por arquivo de memória e até 2000 arquivos por agente. Acima disso deixa de ser memória útil — é sinal de corrupção ou abuso.
- Cada anotação carrega, além do conteúdo, um caminho, um nome, uma descrição e um tipo.
O que dá para fazer pela interface
Dá para listar, abrir e remover memórias pela própria tela do agente — útil quando ele guardou algo errado e passa a repetir o erro.
Insights: leitura sobre o agente
Camada funcional
Observações geradas pela plataforma sobre como aquele agente vem se comportando. Podem ser geradas sob demanda e são listadas por agente.
Onde fazer isso
Listar, abrir, remover e gerar um insight sob demanda são ações disponíveis na própria tela do agente.
Existe um teto diário de geração de insights — o valor exato não foi confirmado — no mesmo espírito do teto que existe para a classificação automática de execuções, que é de até 50 por agente por dia: nenhuma leitura automática deste tipo roda sem limite de custo.
Memória versus base de conhecimento
| Memória | Base de conhecimento | |
|---|---|---|
| Quem escreve | o agente, sozinho | pessoas (e o agente, quando autorizado) |
| Escopo | um agente | organização, time ou agente |
| Propósito | lembrar do que aconteceu | material de referência |
Configuração de um agente
Um agente é definido por: nome, avatar, descrição, instruções (o que ele é e como deve agir), modelo, as capacidades que ele pode usar e os recursos ligados a ele…
Repositórios de um agente
Um agente pode trabalhar com vários repositórios ao mesmo tempo — até dez, cada um na própria pasta, prontos quando o computador dele liga.