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Arquivos fora do Git por repositório do agente

Os arquivos que um projeto precisa e o Git não guarda — .env, configuração local, dados de entrada — cadastrados uma vez por repositório e já prontos em toda conversa.

Atualizado em 06 de outubro de 2026

Arquivos fora do Git por repositório do agente

Para que serve

Quase todo projeto de código precisa de arquivos que não ficam no Git, de propósito: um arquivo com senhas e chaves (o .env), uma configuração que só vale na máquina de quem trabalha, uma planilha de entrada, um arquivo de dados grande. Sem eles, o agente abre o repositório e não consegue rodar o projeto: pede os valores a quem conversa, inventa valores de exemplo ou recria o arquivo do zero.

Esta capacidade deixa a pessoa cadastrar esses arquivos uma vez, por repositório, no editor do agente. A partir daí, em toda conversa, o agente já encontra os arquivos dentro da pasta do repositório, no lugar certo, e eles não vão para o GitHub quando ele salva o trabalho.

Os casos que motivaram a funcionalidade, medidos em 05/10/2026 nos repositórios ativos da organização: variáveis de ambiente, mais de um .env no mesmo repositório, configuração local de ferramenta de IA, configuração de servidor MCP, segredo em outro formato, dados de entrada (planilhas, dumps) e login salvo de testes de navegador.

Como você usa

  1. Abrir o editor do agente, em Capacidades, Repositórios. O bloco só aparece com "Usar repositórios do GitHub" ligado.
  2. Em um repositório que já foi salvo, clicar na linha "N arquivos fora do Git" (ou "Nenhum arquivo fora do Git"), embaixo do nome. A lista abre dentro do próprio cartão do repositório. Um repositório recém-adicionado e ainda não salvo não mostra essa linha; é preciso salvar o agente antes.
  3. Clicar em "+ Adicionar ao repositório" e escolher uma das três formas. Variáveis é uma lista de nome e valor, para arquivos de ambiente e parecidos: dá para esconder ou mostrar os valores, e também subir um arquivo pronto, que vira a lista — as linhas que não são variáveis ficam de fora, e a tela avisa quantas. Escrever arquivo aceita qualquer texto digitado direto no editor. Enviar arquivos sobe um arquivo ou uma pasta inteira, para uma pasta de destino do repositório (em branco significa a raiz), e aceita arrastar e soltar.
  4. Informar onde o arquivo fica dentro do repositório — a pasta e o nome, que pode ser na raiz ou dentro de uma subpasta — e clicar em "Concluir".
  5. Para mudar um item, "Editar"; para tirar, "Remover".

Dois pontos que costumam surpreender:

  • Grava na hora. Estes modais gravam ao concluir, sem esperar o botão "Salvar alterações" do editor. O conteúdo é protegido no servidor e um envio grande não pode esperar o salvar.
  • O agente pode alterar o arquivo. Se o agente mudar o arquivo durante uma conversa (trocar uma porta no .env, por exemplo), a conversa seguinte não desfaz a mudança. O arquivo só é regravado quando a pessoa altera o item no editor, ou quando o arquivo some do disco.

Estados visíveis: lista vazia ("Nenhum arquivo fora do Git"), contagem ("N arquivos fora do Git"), tipo de cada item (Variáveis, Texto, Enviado), quantidade (variáveis ou arquivos e tamanho), quem alterou e quando, progresso do envio ("Enviando 3 de 12"), e as mensagens de erro de caminho, nome de variável, repetição, tamanho e permissão.

Quem pode ver e mexer: só quem tem permissão de configurar os repositórios do agente. Quem apenas conversa com o agente não vê o conteúdo, mas o agente recebe os arquivos do mesmo jeito.

Ao remover um item, ele deixa de ser criado nas próximas conversas. Onde já foi criado, o arquivo continua até a máquina do agente ser recriada (a tela avisa isso). O arquivo não é apagado do disco de propósito: o agente pode ter mexido nele e a remoção na tela não deve fazê-lo perder esse trabalho.

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