Papéis e permissões
Quatro perfis prontos — colaborador, membro, administrador e proprietário — e, desde 02/10/2026, os perfis que a própria organização cria para ajustar quem pode o quê.
Papéis e permissões
Camada funcional
Correção (27/09/2026): não são mais três papéis, são quatro. Além de proprietário, administrador e membro, existe o colaborador: usa os agentes compartilhados com ele como qualquer membro, mas nunca cria agente nem App. Proprietário decide o que é definitivo — inclusive apagar a organização; administrador gerencia; membro e colaborador usam, com essa única diferença entre os dois.
A matriz
| Capacidade | Colaborador | Membro | Administrador | Proprietário |
|---|---|---|---|---|
| Usar agentes compartilhados com ele (ou com a organização) | sim | sim | sim | sim |
| Criar agente ou App | não | sim | sim | sim |
| Listar convites pendentes | sim | sim | sim | sim |
| Criar, reenviar e cancelar convite | não | não | sim | sim |
| Gerenciar membros | não | não | sim | sim |
| Editar as configurações da organização | não | não | sim | sim |
| Ativar o modo administrador | não | não | sim | sim |
| Ver a trilha de auditoria | não | não | sim | sim |
| Assumir a identidade de outro membro, para diagnóstico | não | não | sim | sim |
| Excluir a organização | não | não | não | sim |
Excluir a organização é a única ação reservada exclusivamente ao proprietário. Atualizar os dados da organização pode ser feito por proprietário ou administrador.
O convite nunca entrega a organização: não se convida alguém diretamente como proprietário. Fora isso, o convite define com qual perfil a pessoa entra — um dos três prontos que se podem convidar, ou um que a organização tenha criado.
Desde 02/10/2026 esses quatro deixaram de ser o teto. Eles continuam existindo, agora como perfis prontos que reproduzem exatamente o que cada cargo podia — então nada muda para quem não mexer. Mas a organização passou a poder criar perfis próprios, ligar e desligar permissão a permissão, e limitar o que cada perfil escolhe. Está em Perfis e permissões por organização.
O colaborador (27/09/2026)
O colaborador existe para quem precisa usar os agentes da empresa sem multiplicar agentes: entra por convite, por domínio de trabalho ou por troca de cargo em Pessoas, e a partir daí é igual ao membro em tudo — conversa com o Oráculo e com os agentes compartilhados com a organização, usa os agentes compartilhados com ele por pessoa ou por time, configura um agente quando recebe compartilhamento de editor ou é gestor do time — menos numa coisa: não cria agente nenhum. Isso vale para o agente comum, para o App e para o "Clonar como novo".
A recusa não depende de por onde você tenta. Ela é conferida no momento da gravação, e não na tela que oferece o botão — então vale igual pela tela de Agentes, pela de Apps, pedindo ao Oráculo ou a um agente de gestão, e também para quem chamar a plataforma por fora, por programa. É uma diferença que importa: uma regra checada só na tela some quando alguém usa outro caminho.
Quem tenta recebe uma recusa curta: "Seu cargo nesta organização não permite criar agentes." Ela é genérica de propósito — a mesma verificação também recusa quem não é da organização, e vai recusar cargos que venham a existir depois. E a interface não fica oferecendo o que vai negar: nas telas de Agentes e Apps, e nas telas vazias de home, área de trabalho e nova conversa, o colaborador vê um convite a pedir compartilhamento, não a "criar o primeiro".
Dois caminhos ficam de fora da regra, de propósito: o revisor de PR, que é uma identidade da própria plataforma ligada por um administrador, e os canais sem pessoa por trás — Telegram, WhatsApp, link público e webhook —, que agem como o dono do agente. Um colaborador conversando por ali não ganha criação por tabela.
Correção (14/09/2026, atualizada em 27/09/2026 com o colaborador): sobre quais PAPÉIS se pode convidar, há uma única exceção — e ela não parte de dentro. Convidar de dentro da organização continua recusando qualquer papel que não seja administrador, membro ou colaborador — a regra acima vale ali por inteiro. A exceção é o nascimento da organização: o primeiro proprietário entra por um convite emitido junto com a criação dela, porque ainda não há ninguém dentro para convidá-lo. É um caminho próprio, separado do convite do dia a dia, e é o único que emite convite de proprietário.
Onde a decisão acontece
A permissão é verificada em duas camadas, e a ordem importa:
- No banco de dados, que é quem decide de fato. Mesmo que uma tela ou uma rota esqueça de checar, essa camada nega sozinha — é o motivo pelo qual um membro comum nunca recebe dado que não devia, mesmo que algo falhe mais acima.
- Na interface, que usa essa mesma decisão para mostrar ou esconder as ações. O botão só aparece para quem pode usá-lo, mas a permissão não mora no botão.
Detalhe deliberado: se a verificação de papel falhar por instabilidade, a ação retorna erro — nunca é tratada como ausência de permissão. Negar uma ação de gestão em silêncio, por causa de uma falha transitória, seria pior do que mostrar um erro.
Modo administrador
Proprietário e administrador podem alternar entre ver só o que é seu e ver a organização inteira nas telas de listagem (agentes, conhecimento, times, aprovações).
A preferência sozinha nunca concede acesso: o servidor confirma de novo, a cada ação que amplia o que a pessoa vê, que ela ainda é administradora. Enquanto o modo está ativo, a interface mostra uma barra de destaque no topo, para que ninguém esqueça em que visão está.
Impersonação
Um proprietário ou administrador pode assumir temporariamente a identidade de outro membro, para diagnóstico. Duas garantias verificadas: a ação sempre mira outra pessoa — nunca a própria conta — e o alvo precisa ser membro da mesma organização de quem está impersonando.
As duas valem para a impersonação de dentro da organização, que é a descrita aqui. Quem opera a plataforma tem um caminho próprio, de fora, com regras diferentes — inclusive a de que precisa escrever o motivo, e a de que a entrada fica registrada na trilha da organização visitada. A página sobre a organização como fronteira descreve esse caminho.
Limites conhecidos
Este limite deixou de existir em 02/10/2026, e vale saber o que ele era. Até então os quatro papéis eram o teto: não havia nada entre membro e administrador, e a única granularidade vinha de outros eixos — participação num time, compartilhamento de um agente específico, ou o escopo de uma chave de API. O colaborador, de 27/09, não resolveu isso: ele fica abaixo do membro, não entre os dois.
Com os perfis por organização, esse degrau intermediário passou a ser possível: dá para criar um perfil que faça mais que o membro e menos que o administrador, ligando permissão a permissão. Os outros eixos continuam valendo, e continuam úteis para o que não é papel.
Organização: contexto, troca e configurações
Quem participa de mais de uma organização alterna entre elas pela seletora do painel, e a troca muda tudo que aparece nas telas seguintes.
Perfis e permissões por organização
Quem pode o quê numa organização passa a depender do perfil: cada uma edita o que seus perfis fazem, cria perfis novos e limita modelo, máquina, canal e visibilidade.