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Quem tem assento — e quanto consome — num sistema de IA de terceiro

Quem da organização tem licença numa ferramenta de IA de fora, quanto cada pessoa (ou cada projeto) consumiu e quanto isso custa — inclusive as licenças que ninguém está usando.

Atualizado em 22 de setembro de 2026

Quem tem assento — e quanto consome — num sistema de IA de terceiro

Para que serve

Nem toda ferramenta de IA que a organização usa roda dentro do VolundOS. O inventário de ativos já sabia que essas ferramentas existem, como ativo do tipo "sistema de IA", mas não respondia duas perguntas: quem, dentro da organização, tem uma licença — um assento — nessa ferramenta, e quanto cada pessoa consumiu, em que unidade e a que custo.

É diferente da telemetria que o monitoramento já cobria. Aquela olha o sistema todo, sem noção de pessoa; esta olha por assento, com uma linha por pessoa e por período, pensada para custo e cota individuais. As duas ficam separadas de propósito: juntá-las faria a deduplicação ignorar justamente a dimensão que mais importa aqui.

Desde 18/09/2026 existe uma segunda forma de recortar o mesmo consumo: por projeto, em vez de por pessoa. As duas são dois relatos do mesmo gasto — somar as duas dá o dobro. Um lote de consumo sempre declara qual das duas está enviando; a leitura também escolhe uma dimensão por vez, nunca as duas juntas.

O que passa a ser registrado

  • O assento — quem tem licença na ferramenta de fora, e se essa pessoa é alguém da organização. Um assento pode ficar sem vínculo: ex-funcionário, contratante, conta pessoal. Isso não é erro, é um achado — é a licença que a organização paga e não consegue atribuir a ninguém.
  • O projeto — o mesmo tipo de achado, mas para quem organiza o consumo por projeto dentro da ferramenta de terceiro em vez de por pessoa. Um projeto também pode ficar sem time vinculado — o achado equivalente ao assento sem dono. Diferente do assento, o vínculo entre um projeto e um time é sempre manual: não existe reconciliação automática que rebaixe o vínculo sozinha se o projeto desaparecer do provedor.
  • O dono do projeto sem time (21/09/2026) — um projeto sem time vinculado deixa de ser um beco sem saída: quando o provedor de fora informa quem é o responsável por aquele projeto, essa pessoa aparece — a mesma tela que antes só dizia "sem time" agora diz a quem perguntar. Continua sendo possível escolher, à mão, uma outra pessoa como responsável; a escolha manual sempre vence a que o provedor informa. Isso é diferente de saber quanto cada pessoa gastou dentro de um projeto — o provedor continua sem abrir esse relato cruzado; o que existe agora é só o dono do projeto como um todo.
  • O consumo — quanto aquele assento (ou projeto) gastou num período, dia ou mês, numa unidade (crédito, token, requisição ou custo em dólar). Cada registro é o total do período: reenviar substitui, nunca soma. Isso importa porque a forma normal de coletar de um provedor que não expõe relatório por pessoa é reler a tela dele — e reler é o caminho esperado, não uma exceção.
  • O consumo que o provedor não atribui a ninguém — sobra de plano, rateio — tem classificação própria. Sem ela, o custo somado da ferramenta ficaria menor que a fatura real e ninguém saberia para onde foi a diferença. No total do ativo ele aparece em separado: somado ao consumo por assento, viraria consumo de gente.

Apagar a conta de uma pessoa não apaga o histórico dela: o assento perde o vínculo e volta a contar como sem dono, em vez de sumir com o gasto que já aconteceu.

Quem pode ver

Ver assentos e consumo exige uma permissão própria, separada das demais: uma para ver e outra para gerenciar — vincular um assento a uma pessoa e registrar consumo. As duas são concedidas na tela de Controle de acesso, e só no escopo da organização inteira; nos escopos menores elas não teriam efeito, e oferecê-las ali anunciaria um poder que não se entrega.

A separação vale também no que cada uma enxerga: quem só pode registrar consumo recebe a contagem de assentos sem dono, não a lista com nome e e-mail. Registrar não dá o direito de ler quem é quem.

O que dá para fazer

CaminhoO que dá para fazer
Pela API públicaRegistrar um lote de assentos OU de projetos e seu consumo, e ler o agregado do período — por assento, por projeto ou pelo total do ativo. As operações estão na referência da API
Por um agenteListar assentos ou projetos, achar os que estão sem dono/sem time, consultar e registrar consumo, vincular um assento a uma pessoa ou um projeto a um time, e — desde 21/09/2026 — escolher à mão o dono de um projeto
Na tela do ativoA aba "Consumo" tem um seletor de dimensão (por pessoa / por projeto — nunca as duas juntas), um gráfico com o eixo do tempo, os totais do período, a tabela da dimensão escolhida, o filtro dos sem dono/sem time e — para quem também pode gerenciar — o vínculo manual
Por planilhaNa mesma aba, um diálogo lê um arquivo de planilha e o converte no mesmo formato da API

Registrar o mesmo lote duas vezes não duplica nada: a resposta separa o que foi recebido do que foi de fato criado, e é essa diferença que mostra que o reenvio é seguro. Um lote também pode declarar que é o relato completo de um período — e aí o que o provedor deixou de reportar é varrido, em vez de ficar para trás como número velho.

Na importação por planilha, uma linha sem a chave do assento é recusada: célula vazia quase sempre é erro de exportação, não uma declaração de "não atribuído".

O eixo do tempo, e o buraco que deixa de parecer zero (20/09/2026)

Até aqui, o painel só somava a janela inteira num número só. Isso escondia uma distinção importante: um dia sem gasto e um dia que ninguém leu o provedor tinham o mesmo desenho — zero. Um mês pode ter boa parte do consumo chegando sem dono e boa parte dos dias sem leitura nenhuma, e o total sozinho não deixa ver nem uma coisa nem outra.

O gráfico da aba "Consumo" agora desenha um ponto por período (dia, ou semana quando a janela é longa), com uma régua embaixo que separa três estados por cor: período com gasto, período coletado que deu zero, e período que ninguém leu. É essa régua — e não a barra — que responde à pergunta "faltou dado ou faltou gasto?". Clicar numa faixa do empilhamento recorta o gráfico para aquele assento ou projeto; o recorte por sujeito mostra sempre os maiores da janela, não a lista inteira.

Se o gráfico não conseguir carregar a série, a aba não quebra: o resto do painel — totais, tabela, vínculo manual — continua respondendo normalmente, e só o gráfico fica de fora.

Esse eixo do tempo existe só na tela do ativo, hoje. Nem a API pública nem a ferramenta de gestão de dentro de um agente ganharam um jeito de pedir a série por período — as duas continuam devolvendo o agregado da janela inteira.

Alerta por sujeito, e não só pelo total

O motor de alerta enxerga esse consumo. Uma regra pode olhar cada sujeito — uma pessoa ou um projeto, dependendo de qual dimensão a regra escolhe — ou o total do ativo, no dia ou no ciclo mensal do provedor — e o ciclo do provedor é o de cobrança, não o mês de calendário.

Numa regra por sujeito, cada assento ou projeto que estoura abre o próprio alerta. Sem isso, o primeiro a estourar abriria o alerta e todos os demais sairiam como "já avisado", escondendo justamente quem mais gastou.

Uma regra de custo não se prende a uma unidade de consumo: custo é derivado do volume, então uma regra de gasto olha o dinheiro, não a métrica que o gerou.

O que ainda não existe

A coleta automática ainda não roda sozinha para um provedor que não publica relatório por pessoa: hoje os dados entram pela API, pelo agente ou pela planilha. O piloto que fecharia esse laço está em andamento.

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