Avaliação automática: avaliadores, amostragem e políticas
Quem julga a qualidade das respostas, o que entra na amostra, e o que acontece quando uma medida cruza o limite.
Avaliação automática: avaliadores, amostragem e políticas
Camada funcional
Esta página cobre o lado de governança da avaliação: quem julga, o que é julgado e o que acontece com o resultado.
O que a avaliação mede — as tarefas, as famílias de medida e a diferença em relação à classificação de um agente — está na página de classificação e avaliação, no módulo de agentes, e não é repetido aqui.
O avaliador também é um ativo
Um avaliador reúne a tarefa, o modelo, o conjunto de medidas e um prompt versionado. E ele entra no inventário como ativo de IA por direito próprio.
Isso é coerente, e vale dizer por quê: quem julga a qualidade também é um sistema de IA, sujeito a revisão e a mudança controlada. Um avaliador que muda em silêncio invalida a série inteira de notas que ele produziu antes.
O julgamento deixa rastro
Cada julgamento devolve as notas por medida, a justificativa, o veredito como ele veio, o prompt exatamente como foi enviado e o consumo daquela chamada.
Guardar o prompt renderizado e o custo junto do resultado é o que torna a avaliação auditável: dá para reconstituir o que foi perguntado, e quanto custou perguntar, meses depois.
A amostra é reproduzível, não um sorteio
Avaliar toda execução seria caro. A escolha do que entra na amostra é determinística: um número estável, derivado do identificador da própria execução, comparado com a taxa configurada.
Três consequências:
- Reprocessar a mesma execução dá o mesmo resultado — com o mesmo avaliador e a mesma taxa. Se ela estava na amostra, continua estando.
- A fração escolhida por sorteio converge para a taxa configurada.
- Não há contador nem estado global para manter.
A primeira é a que importa para auditoria: a amostra é reproduzível, e não um sorteio que ninguém consegue refazer. Note a condição, porque ela é o outro lado da mesma moeda: mexer na taxa muda quem entra na amostra dali em diante. As execuções já avaliadas continuam onde estão, mas a série passa a ser de duas configurações, e comparar os dois trechos como se fossem um só é o erro que essa propriedade convida a cometer.
A taxa pode variar por agente, e certos desfechos podem ser marcados para sempre entrar — auditar toda falha, por exemplo. E dois avaliadores podem ser configurados para ver amostras diferentes da mesma população.
Atenção a como esses dois controles se combinam, porque a leitura ingênua erra: o desfecho marcado para sempre entrar não passa pela taxa — ele é conferido antes e entra direto. Ou seja, a taxa governa só o que sobra depois dele. Com 10% e "auditar toda falha" ligados juntos, o volume avaliado é todas as falhas mais 10% do resto — não 10% no total.
Isso é deliberado, e a consequência é boa: a fatia obrigatória não come a amostra aleatória, que continua representativa do comportamento normal. Cada avaliação guarda por qual dos dois caminhos entrou, então as duas populações continuam separáveis depois.
O que acontece quando a medida cruza o limite
Uma política testa uma medida contra um limite e, quando dispara, aplica uma ação:
| Ação | O que faz |
|---|---|
| Marcar | sinaliza o resultado, sem mais nada |
| Alertar | abre um alerta |
| Bloquear | impede a promoção do ativo entre ambientes |
A terceira linha é a que costuma ser mal lida, então vale ser literal: bloquear não bloqueia a resposta ao usuário. Um modelo com medida ruim continua respondendo; o que ele não consegue é avançar de ambiente. A governança age no ciclo de vida do ativo, não no turno do agente — quem age no turno é o guardrail, que é outro mecanismo.
Uma política vale para um agente específico ou para a organização inteira. Quando várias disparam sobre a mesma medida, fica registrada a mais severa — sem isso, uma política branda mascararia uma severa que disparou junto.
E o portão que decide a promoção falha fechado: se a consulta aos alertas dá erro, ele recusa em vez de liberar. Uma falha passageira que deixasse o portão aberto permitiria promover sem validar nada, que é o oposto do propósito dele.
Cadência
Quatro vezes por hora, automaticamente. E sob demanda, quando você pede a avaliação de um agente na hora.
O contador dizia "12 de 100" sobre uma tabela de mil
Até 19/08/2026 a lista de avaliações carregava sem paginação e filtrava na própria tela. Dois efeitos, e os dois enganavam:
- O rodapé contava o que tinha sido trazido, não o que existe. Ele dizia "12 de 100" onde havia mais de mil avaliações registradas.
- O filtro por agente respondia "nenhuma avaliação" sobre dado que está lá, sempre que aquele agente não tivesse nenhuma entre as mais recentes carregadas.
O segundo é o pior dos dois: "não há" e "não trouxe" viram a mesma frase na tela, e quem lê não tem como distinguir. Agora a lista pagina de 50 em 50, com filtro, busca e contagem resolvidos antes de chegar à tela — e ganhou o campo de busca que não existia.
O que dá para fazer, e onde
| O que dá para fazer | Onde |
|---|---|
| Definir o que avaliar e com que critério | A área de avaliação, em governança |
| Ver as notas de cada execução avaliada | A mesma área |
| Consultar as medidas por fora do painel | A interface pública de governança |
Ambientes, implantações e promoções
Levar um ativo de IA adiante entre ambientes é uma decisão formal, que passa por um portão e fica registrada — inclusive quando o ativo não roda aqui dentro.
Alcançar a IA que roda fora daqui
Nem toda IA da organização roda aqui. Para o inventário servir, ele precisa alcançar o que roda em outros sistemas — e receber medidas de lá.