Monitoramento contínuo, alertas e linhas de base
A avaliação dá nota ponto a ponto. O monitoramento olha a série ao longo do tempo, e avisa quando ela cruza o limite que você definiu.
Monitoramento contínuo, alertas e linhas de base
Camada funcional
A avaliação produz notas ponto a ponto. O monitoramento olha para a série ao longo do tempo: consolida uma janela, compara com um limite e, quando o limite é violado, abre um alerta e avisa por e-mail.
Regra e alerta são coisas diferentes
| Regra de monitoramento | Alerta | |
|---|---|---|
| O que é | a configuração: a medida, a janela, como consolidar, o limite e a severidade | o evento aberto quando a regra é violada |
| Quanto dura | enquanto estiver configurada | do disparo até alguém resolver |
| Quem cria | quem administra a governança | o próprio sistema |
A janela
Uma regra não olha um ponto isolado: olha um trecho da série e o reduz a um número comparável ao limite. Você escolhe se o trecho é definido por tempo — os últimos tantos minutos — ou por quantidade — as últimas tantas medições. Séries de densidade irregular podem ser reamostradas antes, para que um período com muitas medições não pese mais que outro só por ter mais pontos.
Esse cálculo é feito por funções isoladas e testadas, e a razão de insistir nisso é prática: um erro de janela produz alerta falso ou silêncio, e os dois destroem a confiança no sistema.
Alerta demais é o mesmo que alerta nenhum
Antes de abrir um alerta novo, o sistema confere se já não há um igual em aberto e se o período de espera desde o último já passou. Sem isso, uma medida oscilando em torno do limite geraria uma enxurrada — e a primeira coisa que alguém faz com uma enxurrada de alertas é ignorá-la.
Linhas de base que não se movem sozinhas
Uma linha de base é a referência de comparação de uma medida, recomputada a partir de dados de produção numa janela que você configura, com número mínimo de amostras.
A regra de segurança é explícita: recomputar automaticamente só acontece quando aquele ativo autoriza. E toda recomputação, manual ou automática, fica registrada com quem, quando e quais valores — e vai para a trilha de auditoria.
O motivo de a trava existir: linha de base que se move sozinha, sem autorização, é o modo clássico de um sistema de qualidade parar de detectar piora. O padrão acompanha a degradação, e nada mais dispara.
Um agente de outra organização não entra
Uma regra, um destinatário ou uma linha de base só podem apontar para um agente da sua organização. A tentativa de apontar para um de fora é recusada antes de gravar.
Vale dizer que essa recusa é conferida de propósito, e não uma consequência automática de administrar a organização: sem ela, um administrador conseguiria vincular à sua governança um agente que não é seu.
O painel
O painel de governança mostra a operação em número real — quanto demorou (mediana e os 5% piores) e quanto custou em média —, com o mesmo vocabulário da ficha do ativo para "não medido" e "medido, e deu zero". As três telas fazem a mesma conta, sobre a mesma janela.
Duas correções recentes valem registro porque mudam o que você vê:
O seletor de agente escondia agente ativo. Os campos de escolha do painel e das metas ofereciam também agentes arquivados. Numa organização com muitos arquivados, eles enchiam o limite da resposta e um agente ativo podia não aparecer em lugar nenhum — quem procurava concluía que ele não existia. Hoje arquivado fica de fora, e a busca alcança a lista inteira em vez de só a parte que já tinha sido carregada. O campo também deixou de vir vazio quando a organização tem muitos agentes.
A lista de alertas pagina. Ela carregava inteira e filtrava na própria tela. Agora vem de 50 em 50, a busca e os filtros valem sobre tudo que existe — e não só sobre o que estava à vista —, e ela ganhou um filtro de escopo que antes não tinha.
O que dá para fazer, e onde
| O que dá para fazer | Onde |
|---|---|
| Criar uma regra que vigia uma medida e avisa quando ela cruza o limite | A área de monitoramento |
| Ver os alertas abertos e resolvê-los | A mesma área |
| Acompanhar latência e custo por execução | O painel de governança |
| Rodar a verificação agora, sem esperar o próximo ciclo | Um botão na própria regra |
| Consultar tudo isso por fora do painel | A interface pública de governança |
A ficha do ativo
Uma página por ativo de IA, reunindo o que ele é, como vem se comportando e o que foi observado sobre ele — pronta para sair da organização.
Quem pode o quê, em governança
O papel na organização é o piso; as concessões somam a partir dele, por escopo e com validade. E quem configura o controle não ganha o poder de aprovar o que ele controla.