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Importação e gravação de skill

Duas formas de uma skill nascer sem alguém escrever o texto dela do zero: trazer de um repositório do GitHub, ou gravar como skill o trabalho que o agente acabou de fazer.

Atualizado em 26 de setembro de 2026

Importação e gravação de skill

Duas formas de uma skill nascer sem alguém escrever o texto dela do zero: trazer de fora ou gravar o que acabou de ser feito.

Importar do GitHub

A importação acontece por dois caminhos — pela tela e pelo próprio agente, durante a conversa — e os dois passam pelo mesmo processo. O motivo é deliberado: validação, organização dos arquivos e mensagem de erro ficam iguais nos dois. Caminhos duplicados divergem, e a divergência só aparece no dia em que um deles aceita o que o outro recusa.

Entrada aceita: o endereço do repositório no GitHub, ou a forma curta com dono e nome, mais a pasta onde a skill está. O nome local pode ser trocado na hora; sem isso, vale o nome que a própria skill declara.

O que acontece em seguida: o conteúdo é buscado no GitHub, o texto da skill é analisado, os arquivos auxiliares sobem e a relação deles fica registrada.

Limites e credencial (25/09/2026)

Até esta mudança a importação tinha três limites que os outros caminhos de criar skill não têm. Numa conversa real, eles barraram um agente que importava as skills oficiais de um kit de terceiro:

  • O texto da skill aceita até 1 milhão de caracteres. Eram 20 mil, e só na importação: criar pela tela, pedindo a um agente de gestão ou deixando o próprio agente escrever nunca teve esse teto.
  • A leitura do GitHub usa a conta de quem pediu. Com o GitHub conectado, a cota é de 5.000 requisições por hora e repositórios privados que a pessoa já enxerga também funcionam. Sem conexão, vale o App do GitHub se ele estiver instalado no dono do repositório, e só por último a leitura anônima (60 por hora, compartilhadas pela plataforma). Quando o GitHub limita, o erro diz até que horas, em vez de parecer um pedido errado.
  • Várias skills do mesmo repositório de uma vez. O repositório é lido uma vez só para todas as pastas pedidas, e o resultado vem separado por pasta — até 50 pastas por pedido. Pedir mais devolve erro na hora, sem chegar a consultar o GitHub.
  • Nada some calado. Imagens, PDFs e outros binários entram (até 10 MB por arquivo, 50 MB e 300 arquivos por skill). O que ficar de fora vem listado com o motivo: grande demais, acima do total, arquivos demais, falha ao baixar ou ao gravar, ou caminho reservado.

Cada arquivo chega do jeito que ele é (25/09/2026)

Uma skill costuma trazer arquivos de dois feitios: texto — scripts, modelos, listas — e binários, como imagem, PDF ou pacote. Até esta correção, a plataforma se confundia com quem não tinha extensão conhecida, e errava dos dois lados: um script era arquivado como se fosse binário, e o agente não percebia que aquilo era código; um binário sem extensão, como uma imagem salva sem .png, era lido como se fosse texto e chegava corrompido.

Agora a identificação olha primeiro o nome do arquivo, com uma lista bem maior de extensões e de nomes consagrados que não têm extensão nenhuma. Um detalhe que resolve um engano comum: um arquivo de configuração de ambiente conta como texto, porque o ponto no nome dele indica o ambiente, não um formato.

Quando o nome não basta, o conteúdo decide — os primeiros bytes revelam os formatos conhecidos, e na dúvida entra um desempate: caracteres que jamais aparecem em texto de verdade empurram a decisão para binário. Foi o que fechou a última brecha, um binário que se passava por texto por não ter nenhuma marca reconhecível.

O que muda na prática:

  • Script chega pronto para rodar. Um arquivo que começa com a linha indicando o interpretador chega ao ambiente do agente já com permissão de execução. Antes, todo arquivo chegava sem ela, e o agente precisava rodar o script chamando o interpretador na mão.
  • Binário chega utilizável. Antes, o conteúdo de um binário vinha convertido para texto e saía ilegível. Agora ele vem no formato certo, com um endereço para baixar; os pequenos vêm junto da resposta, e os grandes só pelo link.
  • Arquivo antigo se conserta sozinho. Uma skill importada antes desta correção não precisa ser reimportada: o tipo é recalculado na primeira leitura. Se quem enviou o arquivo declarou um tipo de propósito, esse é respeitado.

Gravar a partir do que foi feito

Transforma um trecho de trabalho já realizado em uma skill. São dois passos, e eles acontecem numa conversa própria, que existe só para isso:

  1. Perguntas — a partir do que foi feito, o sistema levanta o que precisa ser esclarecido para o procedimento servir de novo: o que era específico daquele caso e o que é regra geral.
  2. Autoria — com as respostas, escreve a skill.

A descrição tem tamanho máximo, e não por economia: é ela que decide se a skill vai ser escolhida na hora certa, então precisa ser curta e dizer exatamente quando serve.

A ideia de fundo: o melhor momento de escrever um procedimento é logo depois de executá-lo, quando os detalhes ainda estão à mão. Gravar evita a documentação que ninguém escreve depois.

O que dá para fazer, e onde

O que dá para fazerOnde
Importar uma skill de um repositório do GitHubNa lista de skills do agente, ou pedindo ao próprio agente na conversa
Gravar como skill um trabalho que acabou de ser feitoNa conversa em que o trabalho aconteceu

Limites e cuidados

  • Skill importada é instrução que o agente vai seguir. Trazer de um repositório público significa trazer texto que orienta o comportamento dele e, havendo auxiliares, arquivos que podem ser executados. Vale a mesma desconfiança que se tem com dependência de terceiro.
  • O nome importado vira o endereço da skill na máquina do agente, então nome repetido merece atenção antes de importar.
  • Já aconteceu de o texto chegar sem os arquivos que ele manda usar. Uma skill publicada pedia para executar um arquivo auxiliar que não veio junto no pacote. Quando a skill depende de auxiliares, confira que eles chegaram — o texto sozinho parece completo.

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