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Proteção contra instrução plantada

Conteúdo que o agente lê pode conter ordens dirigidas a ele. O que já existe hoje contra isso, e por onde a proteção vai crescer.

Atualizado em 25 de agosto de 2026

Proteção contra instrução plantada

Frente em estudo. O que está descrito abaixo como "hoje" já funciona; o resto é direção, não promessa de data.

O problema

Um agente lê conteúdo de fora — página da web, e-mail, documento, resposta de um serviço. Esse conteúdo pode conter instruções dirigidas a ele. Se o agente as obedecer, quem escreveu o texto passa a comandá-lo, com as credenciais e as ferramentas que ele tem em mãos.

A premissa que orienta a resposta

A pesquisa disponível converge num ponto desconfortável: isso não tem correção no modelo. Não existe um jeito de treinar o modelo para nunca cair. Daí a prioridade adotada:

Contenção antes de detecção.

Ou seja: em vez de apostar em identificar o ataque, reduzir o raio de dano de um agente que já foi comprometido.

O que já existe hoje

CamadaO que faz
Instrução de defesaO agente é instruído a tratar conteúdo de ferramenta como dado, nunca como ordem
Avaliação depois da execuçãoMede a saída em busca de conteúdo tóxico e dado pessoal
Aprovação humanaAção sensível espera alguém decidir antes de acontecer
Guardas por conteúdoUma chamada pode ser negada pelo que ela carrega, e não só pelo que ela é
CofreO agente usa a credencial sem que o valor entre no que ele lê ou escreve

Em uma frase: hoje a defesa é instrução mais observação depois do fato.

Por onde a proteção deve crescer

  • Contenção pelo desenho — limitar a combinação perigosa de capacidades num mesmo contexto.
  • Marcar a origem do conteúdo, separando estruturalmente o que veio de fora do que o agente pediu.
  • Detecção, tanto por classificação quanto por barreira na hora de buscar o conteúdo.
  • Integração com a governança — a mesma medida, o mesmo alerta, o mesmo registro que já existem, em vez de um sistema paralelo.

Por que a fundação já existe

Duas propriedades documentadas mostram que o caminho é viável:

  1. Toda chamada de ferramenta passa por um ponto de decisão antes de acontecer.
  2. Esse ponto já sabe negar pelo conteúdo do argumento, e falha fechando.

O que falta é a marcação de origem: hoje o agente recebe o resultado de uma ferramenta sem distinção estrutural entre "o dado que eu pedi" e "o texto que alguém plantou ali".

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