Ciclo de vida de uma execução (run)
O que acontece entre "a mensagem chegou" e "o resultado está na tela". Vale para qualquer canal: muda a porta de entrada, o resto do caminho é o mesmo.
Ciclo de vida de uma execução (run)
O que acontece entre "a mensagem chegou" e "o resultado está na tela". Vale para qualquer canal: muda a porta de entrada, o resto do caminho é o mesmo.
Visão funcional
Quem usa vê três estados: o agente parado, trabalhando (com o passo a passo aparecendo ao vivo) e esperando você — quando precisa de uma aprovação ou de uma credencial. O trabalho pode ser interrompido. Enviar uma mensagem nova enquanto ele trabalha é recusado por padrão; enfileirar para rodar assim que ele terminar é uma escolha explícita de quem envia.
As etapas
1. Entrada pelo canal
Cada canal (chat, API, webhook, Telegram, WhatsApp, link compartilhado, gatilho agendado) recebe a mensagem no seu próprio formato e a entrega na conversa em um formato comum. A partir daqui o funcionamento é o mesmo, independente de onde a mensagem veio.
2. Uma execução por vez
Uma conversa só processa uma mensagem por vez. Se ela já estiver trabalhando, enviar uma mensagem nova nesse meio-tempo é recusado por padrão, em vez de rodar em paralelo; enfileirar para depois é uma escolha explícita de quem envia.
3. Preparação da execução
Antes de começar a trabalhar, o ambiente da execução é preparado: retoma-se uma sessão já aquecida quando possível (o que preserva contexto e agiliza a resposta) ou inicia-se uma nova. As skills do agente, as bases de conhecimento vinculadas, as memórias e a configuração das ferramentas disponíveis são carregadas nesse momento, e o agente recebe as instruções que definem o que ele pode fazer.
4. Execução
O agente trabalha em um ambiente isolado, preparado especificamente para aquela execução. Numa retomada após uma aprovação ou o preenchimento de uma credencial, a mesma sessão é retomada de onde parou, sem recomeçar do zero.
5. Progresso em tempo real e registro
O texto do agente, o uso de ferramentas e o resultado de cada etapa aparecem na tela conforme acontecem. O registro do turno é atômico — ou entra inteiro, na ordem certa, ou não entra nada; não existe turno gravado pela metade. Ao final, o estado da conversa volta a "parado".
6. Verificações durante o percurso
Em pontos definidos da execução (início, antes e depois de usar cada ferramenta, parada e fim), o sistema verifica se alguma ação precisa de decisão humana ou se algo deve ser sincronizado.
7. Pausas para uma pessoa decidir
Aprovação: antes de uma ação sensível, a execução para e a conversa passa a "esperando você". A tela mostra o pedido; quando alguém decide, a execução retoma de onde parou.
Credencial: quando falta uma credencial, a conversa passa a esperar o preenchimento dela. Nesse momento nada é gravado como resultado parcial — o que evita registrar um estado incoerente. Preenchida a credencial, a execução retoma pelo mesmo caminho.
Em ambos os casos a retomada preserva a sessão de trabalho, então o contexto já construído não se perde.
8. Encerramento e rastro
Ao terminar: as mensagens ficam gravadas, o estado da conversa volta a "parado", e um registro técnico do que aconteceu fica guardado para investigação posterior em caso de problema.
Limites e modos de falha conhecidos
- Reciclagem do ambiente de execução no meio de um run pode deixar a conversa presa em "trabalhando" até alguém parar e reenviar a mensagem.
- Uma execução que termina de forma abrupta, sem sinalizar o encerramento, pode não deixar registro técnico do que aconteceu — o histórico da conversa continua preservado, mas o detalhamento técnico daquele turno pode faltar.
Arquitetura em camadas
O painel roda como aplicação web publicada na nuvem; o estado (organizações, agentes, conversas, permissões) vive num banco de dados gerenciado; e o agente não roda no servidor…
Multi-tenancy: a organização como fronteira
Cada organização é um mundo fechado — agentes, conversas, bases e chaves não vazam para outra. Uma pessoa pode participar de várias e alterna entre elas por um seletor.